terça-feira, 20 de março de 2012

Reviver a Primavera




Ainda a sebe não tem rosas,
Já está o abrunheiro em flor.
O melro corre na relva,
A perseguir seu amor.

É mais uma Primavera
Que chega pra me encantar.
Eu, que poeta não sou,
Tento também versejar.

Também sinto, também vibro
Co’o movimento do Sol
Ou da Terra, na verdade,
E ao cantar do rouxinol.

 
Este azul do céu me assombra
Em qualquer hora do dia,
Enquanto o verde viceja
E meus olhos extasia.

A luz me alegra, e ilumina
O meu jardim a florir,
Enquanto aragem suave
As folhas põe a bulir.

A rezar ao Criador
Vivo eterna a agradecer,
Grata p’la missão divina
Que entregou a cada ser. 

Maria da Fonseca


domingo, 18 de março de 2012

A Bela Magnólia

foto cedida por Maria João Costa


Lindo presente me deste!
A magnólia já florida
Rescende do lado leste,
De cor-de-rosa vestida.

Alegra meu coração
Co'a beleza que me oferta,
Encantadora visão
Que o meu poetar desperta.

Floresceram os rebentos
Ao chegar do Fevereiro,
Depois foram meus alentos
Para a poder ver primeiro.

De flores maravilhosas,
Difíceis de descrever,
Com pétalas preciosas,
Toda a árvore a envolver.

Do que é belo me afastar,
É mesmo o que mais me custa,
Quero reter com o olhar
Esta imagem augusta.

Guardá-la bem na memória
Grata p'la recordação
Da Natureza flórea,
Que gera minha emoção!

Maria da Fonseca


sábado, 10 de março de 2012

Noite sem Lua




A noite tão linda e escura
Invade toda a paisagem.
A Lua não está presente.
Corre tépida uma aragem.
O mar grande continua,
Mas agora não o vejo,
Está fundido com o céu.
A praia sente o seu beijo!

As traineiras 'stão pousadas
Nesse mar de imensidão.
Suas candeias acesas,
São astros na escuridão.

Quadro vivo que eu revejo
Sempre com muita ternura.
Lançam as redes à noite
- É tradição que perdura.

E, se, alta madrugada,
Pra ver a faina, eu espreitar,
As luzes já lá não estão.
Ficou tão negro o meu mar!

Maria da Fonseca




segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Nosso Atlântico



Vossos poemas tão belos
Me fizeram recordar
O quanto amo o Brasil
Onde temo não voltar.

Quando jovem, viajei
Prà antiga capital
Que logo me conquistou.
Nada tinha visto igual!


Cidade Maravilhosa,
Linda baía e seu mar.
Os braços do Redentor
Abertos pra me abraçar.

Da casa de Icaraí,
O Sol a esconder-se, eu via,
Atrás dos sagrados morros,
Ao cair do quente dia.

Perante uma tal beleza,
Que, meus olhos, deslumbrava,
Eu sentia tanto enlevo,
Que, juntando as mãos, rezava...

E vós, q'ridas Poetisas
Me lembrais, com amizade,
O quanto ali fui feliz!
Mitigais minha saudade.

Meu mar azul é ainda
O que amais em consonância.
Estou tão perto de vós!
Só a um clique de distância.

 
Grata p´lo vosso carinho
Que, por mim, manifestais,
Eu envio esta poesia:
Portugal dos roseirais!

Maria da Fonseca


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Momentos de Harmonia

Foto de Luiza Melo


Meus Momentos de Harmonia
Com maviosos gorjeios.
Uma aragem em sintonia,
Cortina dos meus anseios.

As maçãs ‘stão a crescer,
O pombo passa defronte.
Do meu lar não quero ver
Nem sonhar co’o horizonte.

Até o cão a latir
Completa o meu quadro vivo.
Feliz é o meu sentir
Sem saber qual o motivo!

Nem sempre foi sua origem
O prazer ou a alegria,
Mas meu lápis correu bem
Em Momentos de Harmonia.

Agradeço ao meu Senhor
Esses momentos divinos.
A Deus todo o meu louvor.
Protegei nossos destinos.

Maria da Fonseca

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ciranda



 Põe a tua mão na minha
E pra roda vem cantar,
Começa de pequenina
Até toda a gente entrar.


Precisa de ser gentil
E também saber amar,
Condição essencial
Pra na ciranda bailar.


Mas o que mais me comove;
‘Stando nós tão afastados,
Cada um na sua terra,
De corações tão chegados!


Ó ciranda, cirandinha,
Ó tão singela cantiga,
A inspirar os poetas,
Tão alegre, tão antiga.


Reunidos prò concerto
Desta noite de amizade,
Estão todos versejando
E cantando de verdade.

Maria da Fonseca


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados




Foi dedicado ao afecto
Belo dia ensolarado
Que é o de S. Valentim
Pelos noivos ter casado.



Que linda rosa me deste,
Somos sempre Namorados.
Como posso amar-te mais
Se estão juntos nossos fados!



O que Deus ligou no céu
Ninguém pode desligar.
Há que anos destinados
Não te poderei deixar.



A bela flor ofertada
Em breve ela murchará
Ao contrário deste amor
Que eterno perdurará.



O meu voto para hoje,
O Dia dos Namorados:
Harmonia em todo o ano.
Todos sejam bem-amados!

Maria da Fonseca