foto de Maria João Costa
Tremem folhas do relvado
Ao sabor do vento norte,
E brilham iluminadas
Pelo Sol de núcleo forte.
Neste outono transido
Pela massa de ar polar
Sofremos todos o frio
Sob um céu azul sem par.
As arves meio despidas
Perdem folhas cada dia.
Voam que nem avezinhas
Brincando com alegria.
Formoseando o jardim,
A transparência é tal
Que, das outras estações,
Nenhuma aparece igual.
Flores, só há no meu lar
Antúrios e violetas,
Também as agride o clima,
Mas estão belas, facetas.
Neste ano, dois mil e treze,
Está o outono assim.
Não sei se a chuva faz falta,
Mas 'stá tão lindo o jardim!
Maria da Fonseca




