terça-feira, 28 de junho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
No Rossio Eram Gaivotas - Livro de poesia de Ilona Bastos
Consegui, finalmente, reunir os poemas escritos na Primavera e no Verão - poesia optimista, a festejar a chegada do bom tempo e do estado de espírito que consigo traz.
Não foi fácil. A verdade é que o Outono e o Inverno sempre me foram mais inspiradores. Os estados mentais de tonalidades sombrias, mais frequentes e complexos, induziam-me à introspecção. Servia, então, a escrita, como um lenitivo. Com ela desabafava tristezas, identificava causas, analisava questões, retirava conclusões.
Já a felicidade e a alegria, apesar de mais difíceis de alcançar, tornam-se simples na sua expressão escrita. Raramente me obrigo a analisar o que me causa contentamento. Prefiro abandonar-me e viver o momento, usufruir desse estado mental que sinto gratificante.
Por outro lado, é também delicado alinhar, de forma lógica e consonante, poesia escrita com muitos anos de diferença e até em estilos diversos.
Há, no entanto, um denominador comum que perpassa todos os textos e torna possível a sua convivência pacífica - aquilo que de mais perene existe em mim e que, com a evolução própria da maturidade, vou agora identificando: a sistemática procura de respostas para as dúvidas mais profundas, a busca de paz interior e de harmonia com o mundo.
No estádio actual da minha vida, em que a espiritualidade, a busca de paz e de felicidade constituem notoriamente o cerne do meu interesse, o estado mental de grande parte desta poesia é-me familiar e até reveladora.
Surpreendentemente, parece-me que só agora compreendo o que então escrevi levada pela intuição ou inspiração. Como se o passar do tempo fizesse levantar o véu que cobria aqueles versos, conferindo-lhes maior nitidez.
Na verdade, nunca deixo de me espantar com o facto de as mesmas palavras e frases terem significados diferentes, a tantos níveis, podendo ser interpretadas diversamente conforme a identidade e o estado de espírito do destinatário!
A capa foi outra questão muito estudada. Tentei várias versões e submeti-as ao veredicto público (a família, a quem agradeço muito a paciência e o apoio!).
Venceu, por maioria altamente qualificada, esta capa de azulejos, a condizer com as imagens no interior do livro. Trata-se de ilustrações relativamente recentes, que sempre tive em mente passar ao papel quando tivesse oportunidade. Sabia que já havia desenhado algo semelhante na minha juventude, mas fiquei realmente surpreendida ao encontrar "azulejos" destes (exactamente assim) desenhados nas últimas páginas dos meus cadernos do liceu e da faculdade (alguns com quarenta anos!).
Enfim, interior e capa concluídos, registos feitos, posso dar esta missão como cumprida. "No Rossio Eram Gaivotas" está nos escaparates da Amazon, lançado para o Mundo.
Espero que gostem!
Ilona Bastos
Ilona Bastos
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terça-feira, 14 de junho de 2016
Parabéns ao meu Marido - 11 de Junho
Lindo
o dia , meu Amor,
O
do teu Aniversário,
A
orquídea toda em flor,
Parabéns
do bastonário.
Há
alegria no lar,
Abraços
e muitos beijos,
A
família a te agradar
Com
presentes e festejos.
Os
amigos não te esquecem,
Têm
palavras sinceras
Que
o teu coração aquecem,
Saudar
tuas primaveras.
Tal
como nos outros anos,
Tens
o teu ramo de cravos
Vermelhos
e muito ufanos
Na
jarra de belos favos.
E
o manjerico presente,
O
de folha pequenina,
Tem
um cravo evidente
Com
uma quadra junina.
Parabéns
ao meu marido
Neste
dia precioso,
O
futuro, meu querido,
Pra
nós seja generoso.
Maria da Fonseca
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Maio Incerto
Volta
a ser a natureza
O
meu tema preferido,
Cantar
a vossa lindeza
Embora
o clima sofrido.
A
chuva, uma constante,
E
do inverno, o frio
Invade-nos
de rompante
E
causa-nos arrepio.
Nuvens
correndo no azul
Trazidas
por forte vento,
Parece
virem do sul
Lestas
que nem pensamento.
Esta
é a primavera,
As
árvores estão mais altas,
As
folhas, como se espera,
Revestem-nas
sem ter faltas.
De
variados matizes
Se
apresenta sua cor,
Belas,
viçosas, felizes,
Aguardamos
tenham flor!
Nosso
maio 'stá assim,
Plantas
tardam a florir,
Espontâneas
no jardim
São
as que vemos sorrir!
Maria da Fonseca
terça-feira, 26 de abril de 2016
domingo, 15 de novembro de 2015
A Cumprir o Outono
Não vou 'squecer este outono
P´la sina ver alterada.
A Criação 'stá na mesma,
Morna, límpida e molhada.
Na marquise tenho as flores
'Inda a brilharem ao Sol,
Violetas perfumadas
E os antúrios arrebol.
Uma rosa pequenina,
Que encanta pela lindeza,
Olha pra mim altaneira,
De cima da minha mesa.
Lá fora 'stá uma arve
A enfeitar o jardim
Com folhagem amarela,
Todos os anos é assim.
As fruteiras rendilhadas,
De folhas secas vestidas,
Que logo se soltarão,
Pela viração, batidas.
E do outro lado, a tília
Que foi linda, harmoniosa,
Vai a perder a frescura,
Tendo florido odorosa.
Por perto 'stá S. Martinho,
Verão e castanha assada.
A beleza outonal
Breve será dissipada!
Maria da Fonseca
sexta-feira, 23 de outubro de 2015
Procissão das Velas (12.10.2015)
Chove na Cova da Iria
Na noite da Procissão,
AVÉ! AVÉ! AVÉ MARIA!
Saudam com devoção.
De chapéus-de-chuva abertos,
Vela acesa noutra mão,
Os peregrinos libertos
Entregam-se à oração.
A Virgem sobre o andor
De brancos cravos, radiosa,
É louvada com amor
Nesta noite piedosa.
Em Fátima todos rogam
Por saúde, paz, emprego,
E muitos são os que imploram
Por consolo e mais sossego.
Nossa Senhora proteja
Aqueles de que é Rainha,
E também ame e eleja
Quem vem de longe e caminha.
Pagam a sua promessa ,
Pela graça recebida
Ou penar que não regressa,
Oferta já prometida.
E continuam chovidas,
Terras da Cova da Iria,
Faces húmidas, sofridas,
AVÉ! AVÉ! AVÉ MARIA!
Maria da Fonseca
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