sábado, 8 de fevereiro de 2014

Oração a Santo António

 
 




Ajoelhada na Igreja
                Rezo por todos os meus,                
Sempre te pedi António
Que por nós rogues a Deus.
 
 
Há que anos te visito
E por meus netos te imploro
Neste lugar consagrado,
Tão pertinho adonde moro.
 
 
A Fé não perco meu Santo,
Creio que milagres fazes.
Eu própria presenciei,
Eu, a avó dos meus rapazes.

 
Tanto precisam de ti,
Tua santa intercessão,
Junto do Senhor Altíssimo
Suplico com devoção.

 
Já as pernas me vacilam
E as mãos tremem da idade,
Ao ajoelhar pesada
A orar com humildade.

 
A última reza será
Pelos meus que deixarei
E confio-os zelosa
A quem eu sempre rezei.
 
  
A ajuda que lhes darás
Eu do céu espero ver,
E a ti, meu Santo António,
Irei pronta agradecer.
 
Maria da Fonseca


segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Ao Recordar o Natal





A Igreja vem recordar
Mais um Natal que entreluz.
Nasceu pra nos vir salvar
Há dois mil anos, Jesus.

À espera 'stão as crianças
Para ver o Deus Menino,
Há promessas e alianças
Pra nosso Deus Pequenino.

Veio ao mundo padecer,
Perdoar nossos pecados,
E ajudar a viver
Doentes e maltratados.

Ensinar-nos a rezar,
A ter Fé, pedir a Deus,
Que a Paz seja em cada lar
nesta Terra sob os céus.

Nos tratarmos como irmãos
Que somos em Jesus Cristo,
Simples como bons cristãos,
Há dois mil anos previsto.

Adoremos o Natal
E vivamos com o Senhor,
Companheiro sem igual,
Que nos remiu por Amor.

E sejamos cada dia
Mais fraternos, mais unidos,
No Ano que principia,
Ao Menino, agradecidos.
 
Maria da Fonseca


sábado, 14 de dezembro de 2013

Natal

 

 
Uma noite das normais,
Um burrinho e uma vaquinha
Num estábulo de animais,
Manjedoura com palhinha.
 

E os viandantes chegaram,
Nossa Senhora co'as dores,
E aí se acoitaram
Sem ajuda, sem favores.
 

O Seu Menino nasceu,
Tal como lhe fora dito
P'lo Anjo que apareceu
A anunciar o Bendito.
 

Nas palhinhas O deitou,
Enfaixado com amor,
Só São José ajudou
E os animais co'o calor.
 

 
Com esta simplicidade
Nasceu o Filho de Deus,
Exemplo de humildade
Pra todos desceu dos Céus.
 

Essa é a noite especial
Que sempre comemoramos
Em cada ano, O Natal,
Com que ternura O amamos!
 
 
Maria da Fonseca


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Limpidez Outonal

 
 

foto de Maria João Costa



Tremem folhas do relvado
Ao sabor do vento norte,
E brilham iluminadas
Pelo Sol de núcleo forte.

Neste outono transido
Pela massa de ar polar
Sofremos todos o frio
Sob um céu azul sem par.

As arves meio despidas
Perdem folhas cada dia.
Voam que nem avezinhas
Brincando com alegria.

Formoseando o jardim,
A transparência é tal
Que, das outras estações,
Nenhuma aparece igual.

Flores, só há no meu lar
Antúrios e violetas,
Também as agride o clima,
Mas estão belas, facetas.

Neste ano, dois mil e treze,
Está o outono assim.
Não sei se a chuva faz falta,
Mas 'stá tão lindo o jardim!
 
Maria da Fonseca


sábado, 7 de dezembro de 2013

Reencontro

 
 
 
 
 
 
REENCONTRO
 
Soneto dedicado à ilustre poetisa
e amiga Efigênia Coutinho em
Abril de 2009

Seu desvelo jamais irei ‘squecer,
Poetisa de nobre coração,
Aos amigos ‘stendendo sua mão,
Sonho e valia em nós reconhecer!

Vivemos com a alma o seu querer
Numa partilha de êxitos e ação.
Agora viverá nova emoção
Mimando novo amor a florescer.

Abençoada mestra da poesia,
Quantas vezes lançou o pensamento
Em busca no além-mar da fantasia

Do poético sentir de um momento!
Encontrá-la será nossa alegria,
Seus versos, seu carinho, seu talento.
 
 
Maria da Fonseca


sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Revendo o Tejo

 
 

 
 

Que lindo o Tejo encantado
Nesta tarde outonal,
O Sol na água espelhado,
O vento a agir informal.
 
 
Atravessando o rio,
Diligentes cacilheiros;
Vai pró mar alto um navio,
Rumo aonde há coqueiros.
 
 
Tem jovens a velejar
A animar minha vista,
E barquinhos a singrar
Com perícias de artista.
 
 
A ponte pênsil por perto,
Ao longe o Cristo-Rei.
O céu só meio encoberto,
Horizonte que amarei.
 

Minha Lisboa briosa
Donde há anos eu parti,
Agora 'stás mais formosa,
Mato a saudade de ti.
 
Maria da Fonseca

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Inspiração do Artista

 
 
 
 
foto de Maria João Costa
 
 
 
A natureza a inspirar
A criação do artista
Desde as mais antigas eras
Até agora, benquista.
 
 
Com preparos e pincéis
Desenvolvia o pintor
Linda tela matizada
Com mão firme e muito amor.

 
Mais aéreo, o poeta
Recitava seduzido
Pelo ameno céu azul,
A desejar ser ouvido.
 
 
O músico, mui sensível,
Preparava a melodia
Que o cantor realçava
Num momento de magia.
 
 
E tranquilas bordadoras
Com suas mãos delicadas
Ornavam de finas flores
Ricas toalhas cuidadas.
 
 
A belas fotografias
Temos vindo a ter acesso,
Coloridas, radiosas,
Graças ao nosso progresso.
 
 
A arte sempre evolui
Fiel à mãe natureza,
Os artistas possuídos
Pelo sentir da beleza.
 
Maria da Fonseca