sábado, 21 de maio de 2011

JOÃO PAULO II





Contemporânea de um Santo,
Foi Deus que me concedeu
Esta graça que acalanto
E minha alma comoveu.


A nossa vida ajudaste
Com tuas preces sentidas.
No dia em que nos deixaste
Quantas lágrimas vertidas!


Lembranças do teu amor
Nós guardámos pesarosos
E orámos co'o fervor
De corações ansiosos.


Santo Padre abençoado
E Santo de coração,
Agora beatificado,
És a nossa devoção.


O teu povo assistiu
Perante o Altar do Pai.
Santidade que floriu
A todos abençoai!

Maria da Fonseca


quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amizade



Concedeu-me a Internet
Um grupo lindo de amigos,
Expor as minhas ideias,
Suprir silêncios antigos.


Amizade, sentimento
Devagarinho gerado,
Quando logo eu dei por ele,
‘Stava forte, enraizado.


A seguir, eu quis regá-lo
Para o manter sempre vivo.
E que melhor alimento
Que um colóquio bem activo?


Assim, todos aceitamos
De cada um a postura,
Todos nós somos dif’rentes,
Unidos pela cultura.


Honramos a nossa língua.
Cantamos a Natureza,
O amor é nosso lema,
Procuramos a beleza.


Tão bonita esta amizade
E as cirandas, um encanto,
Que acordo todos os dias
A ensaiar novo canto!

Maria da Fonseca


sábado, 14 de maio de 2011

Alegria da Primavera


Quero sentir a alegria
Das manhãs de Primavera
A Natureza em orgia
Meu amor à minha espera


‘Scutar o canto das aves
Novo concerto de pios
Ver em voejar suave
Borboletas com seus brios


Flores a abrirem-se ao Sol
De pétalas matizadas
Algumas como arrebol
Outras claras bem amadas


A brisa fresca e ligeira
Mover os ramos floridos
Da querida macieira
Lindos frutos prometidos


O céu azul a encantar
Com raras nuvens dispersas
A toda a hora espantar
Com imagens tão diversas


Quero viver a alegria
Desta nova Primavera
Meu amor por companhia
Doce lar à minha espera

Maria da Fonseca


terça-feira, 10 de maio de 2011

Rosas de Maio




Em minha casa cheira a Primavera,
Desde que as rosadas rosas sem ‘spinhos
Se debruçam da jarra, que me espera,
E apressam-se a receber meus carinhos.



Espalha-se o perfume na atmosfera,
Enquanto pressurosa me encaminho
Para aspirar duma rosa sincera
Seu suave odor bem devagarinho…



Sinto que és minha irmã do coração,
Na terra e neste Maio és bem nascida
De uma jovem roseira em botão,



Plantada no canteiro da amizade
E regada por água apetecida
Em clima de alegria e liberdade.

Maria da Fonseca



domingo, 8 de maio de 2011

MÃE




Minha mãe foste bem cedo,
Das minhas filhas, avó,
Sempre terna, cuidadosa,
Dos meus netos, bisavó.


Quanto mais o tempo passa,
De ti, a saudade cresce,
Recordo-te mais idosa,
O meu sentir refloresce.


Em meu rosto te revejo,
Mas a coragem jamais,
Todas somos persistentes
Mas como tu não há mais...


Nobre mulher lutadora,
Teu exemplo a seguir
Por tuas netas e filha
Com 'sperança no porvir.


Como voltas dá o mundo
Altos e baixos vivemos.
Como tu mãe aceitaste,
Também nós aceitaremos!

Maria da Fonseca










domingo, 1 de maio de 2011

Mulher Mãe


É este choro ao nascer,
Tua força enquanto vives.
Tua luta por vencer,
Com vigor tu sobrevives.


Tua Mãe que dá à luz
A coragem te transmite.
E o Senhor Deus que é Jesus
Com Sua Graça permite.


A Mulher que é tua Mãe
Tem missão excepcional,
Por ti, por nós, pelo Bem
Sempre será ‘special.


E o nobre grito ecoará
Entre todos vencedor.
O Senhor o abençoará,
Que seja de Paz e Amor!
 
Maria da Fonseca

sábado, 30 de abril de 2011

Nostalgia





Manhã cinzenta de Abril,
Caem umas gotas de água.
Sincera a mãe Natureza
Também chora a minha mágoa.


A madressilva florida
É tão batida p’lo vento,
Que o seu perfume se esvai,
Para aumentar meu tormento.


Mas não perdi a memória
Doutra imagem que retive.
Também era Primavera,
Eu também ali estive.


As flores da madressilva
Rescendiam delicadas.
A sua doce fragrância
Enchia nossas moradas.


Já nada é como era
E não se vai repetir.
Aquela grata lembrança
Só vive no meu sentir.


Muitos anos se passaram,
Mas o aroma não esquece.
E quando o tempo amornar,
Meu sentido o reconhece.

Maria da Fonseca