sexta-feira, 1 de julho de 2011

Que Presente Apreciado!



 
Ameixoeira bendita
Mas que belos frutos dás!
Macios, doces, saborosos,
Do que meu Deus é capaz!


Agora ‘stão no cestinho
Já maduros, tentadores,
Como resistir-lhes posso,
Sendo assim prometedores.


São jóias da Natureza
Que a minha Amiga ofertou.
Outras pendentes do ramo,
O meu olhar alegrou!


Ameixas ‘scuras, vermelhas,
Redondinhas, sumarentas,
Da mão à boca num ai.
Pois se é assim que me tentas!


Com o cestinho vazio
Eu tas venho agradecer.
Se mais tiveres pra dar
Não as deixo apodrecer.

Maria da Fonseca



terça-feira, 14 de junho de 2011

Hortênsia do meu Canteiro






A minha hortênsia não cora
Como é que é isto possível?
Costuma ser bem rosada.
De facto é inconcebível,
Neste tempo, desbotada.



Nem o Sol a quer beijar,
Nem a Primavera a aquece.
Ó flor deste meu jardim
Roga a Deus em tua prece,
Não te deixe branca, assim.



À medida que tu rezes
Vais ganhando a tua cor.
O Senhor te abençoará,
Dando um pouco de calor.
Teu matiz realçará!



E, o dia há-de chegar
Em que inveja causarás
Às outras tuas irmãs
Pela graça que terás
A pintar minhas manhãs.



Assim por ti passarei
Saudando-te c’um sorriso.
Hortênsia do meu canteiro
Pureza do paraíso
A compensar, Jardineiro!

Maria da Fonseca

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A CAMÕES


Olhai o nobre Poeta,
A Lírica apaixonada
Duma alma inquieta
Da alma gémea afastada.


Combateu com galhardia
Usando a pena e a 'spada,
Da História fez Poesia,
Lutou pela terra amada.


E ao ilustre Português
Dedico este poema,
Lembrando mais uma vez
Seu sofrer, pobreza extrema.


Morreu co'a Pátria nessa hora
Mas Portugal renasceu!
Também 'speramos agora
Que nos ilumine o céu.


E o Poeta celebrado
Da lei da morte remido
Continue a ser cantado
Com profundo amor sentido!

Maria da Fonseca

sábado, 4 de junho de 2011

Chuva de Maio




Dizem que a chuva de Maio
Faz as mulheres formosas,
Também o Sol a brilhar
Torna as flores preciosas.


É assim nossa Primavera
Neste País de encantar,
Cheia de cor e beleza
E de pólen pelo ar.


E no chilreio dos pássaros
Encontro minha alegria,
De ramo em ramo eles saltam
Da manhã ao fim do dia.


Mas neste sábado ainda,
Depois da forte chuvada
Para bem regar as plantas,
Surgiu lesta a trovoada.


São trovoadas de Maio,
Das que ralham co'as crianças
Com seus trovões ecoados,
Sujeitas sempre a mudanças.


Volúvel temperatura,
Intenso o cheiro das flores,
O Sol brilha novamente
A empolgar os amores.


O céu de vário matiz.
Cai um pingo da ramada,
Será que o Senhor me diz
Se virá outra chuvada?!

Maria da Fonseca


quarta-feira, 1 de junho de 2011

No Dia Mundial da Criança




Criança, eis o teu Dia,
A todas vós dedicado,
Mas na verdade, queridas,
Tudo pra vós foi criado.


Assim Deus tudo vos dá
E anjos põe a vosso lado
Pra vos olhar e guardar
No mundo que vos foi dado.


Vossa fé que é também nossa
Seja a de todo o Universo
E também seu ambiente
Seja menos controverso.


Luz, saúde, alegria,
Paz, amor, muita ternura,
Tudo isso eu vos desejo
Num futuro de ventura.

Maria da Fonseca


sábado, 28 de maio de 2011

Campanha de Livros para Angoche - Moçambique




Tem livros de que não precisa e estão a ocupar espaço na sua estante?
 Dê esses livros para uma biblioteca em
 Angoche -Moçambique.
Eu vou colaborar!

Maria da Fonseca

Mais informações em:


terça-feira, 24 de maio de 2011

Primavera em Flor

fotografia de J. Bastos Baptista

 

Bom dia, plantas queridas!
Saúdo-vos de manhã
Ao começar minhas lidas.
Eu quero-vos como irmã!



Venho saber como estais
Se tendes sede ou não?
O lugar que ocupais
É do vosso agrado ou não?


Estamos na Primavera
Quando o calor já se impõe,
O Sol quente desespera
Bem do lado onde se põe.


As rosas precisam de água
E os cíclames também,
Violetas cor da mágoa,
Mais atrás, parecem bem.


E a mini laranjeira,
Que vive connosco assim,
É a mais bela fruteira
De laranjinha mirim.


Há folhas a fenecer
Enquanto outras reverdecem,
Citrinos a apetecer
E os antúrios embelecem.


E também murcham as flores
De pétalas mais sensíveis,
Padecem com os calores
Deste Maio, mais temíveis.


Que se sintam bem-amadas,
Plantas da minha afeição,
A viver nesta morada
Como no meu coração.

Maria da Fonseca