segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O Nosso Atlântico



Vossos poemas tão belos
Me fizeram recordar
O quanto amo o Brasil
Onde temo não voltar.

Quando jovem, viajei
Prà antiga capital
Que logo me conquistou.
Nada tinha visto igual!


Cidade Maravilhosa,
Linda baía e seu mar.
Os braços do Redentor
Abertos pra me abraçar.

Da casa de Icaraí,
O Sol a esconder-se, eu via,
Atrás dos sagrados morros,
Ao cair do quente dia.

Perante uma tal beleza,
Que, meus olhos, deslumbrava,
Eu sentia tanto enlevo,
Que, juntando as mãos, rezava...

E vós, q'ridas Poetisas
Me lembrais, com amizade,
O quanto ali fui feliz!
Mitigais minha saudade.

Meu mar azul é ainda
O que amais em consonância.
Estou tão perto de vós!
Só a um clique de distância.

 
Grata p´lo vosso carinho
Que, por mim, manifestais,
Eu envio esta poesia:
Portugal dos roseirais!

Maria da Fonseca


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Momentos de Harmonia

Foto de Luiza Melo


Meus Momentos de Harmonia
Com maviosos gorjeios.
Uma aragem em sintonia,
Cortina dos meus anseios.

As maçãs ‘stão a crescer,
O pombo passa defronte.
Do meu lar não quero ver
Nem sonhar co’o horizonte.

Até o cão a latir
Completa o meu quadro vivo.
Feliz é o meu sentir
Sem saber qual o motivo!

Nem sempre foi sua origem
O prazer ou a alegria,
Mas meu lápis correu bem
Em Momentos de Harmonia.

Agradeço ao meu Senhor
Esses momentos divinos.
A Deus todo o meu louvor.
Protegei nossos destinos.

Maria da Fonseca

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Ciranda



 Põe a tua mão na minha
E pra roda vem cantar,
Começa de pequenina
Até toda a gente entrar.


Precisa de ser gentil
E também saber amar,
Condição essencial
Pra na ciranda bailar.


Mas o que mais me comove;
‘Stando nós tão afastados,
Cada um na sua terra,
De corações tão chegados!


Ó ciranda, cirandinha,
Ó tão singela cantiga,
A inspirar os poetas,
Tão alegre, tão antiga.


Reunidos prò concerto
Desta noite de amizade,
Estão todos versejando
E cantando de verdade.

Maria da Fonseca


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Dia dos Namorados




Foi dedicado ao afecto
Belo dia ensolarado
Que é o de S. Valentim
Pelos noivos ter casado.



Que linda rosa me deste,
Somos sempre Namorados.
Como posso amar-te mais
Se estão juntos nossos fados!



O que Deus ligou no céu
Ninguém pode desligar.
Há que anos destinados
Não te poderei deixar.



A bela flor ofertada
Em breve ela murchará
Ao contrário deste amor
Que eterno perdurará.



O meu voto para hoje,
O Dia dos Namorados:
Harmonia em todo o ano.
Todos sejam bem-amados!

Maria da Fonseca


sábado, 4 de fevereiro de 2012

No Parque do Estoril



A noite está agradável,
E é grande o movimento.
Há luzes por todo o lado,
E não se levantou vento.


Na árvore de copa espessa
Escondem-se mil pardais.
Demos por isso ao Sol pôr,
Regressaram dos quintais.


Voavam muito ligeiros,
Sem qualquer hesitação.
Agora estão a dormir
Nesta noite de verão.


O ruído das pessoas,
Que enchem a esplanada,
Embala o seu descanso,
Não os incomoda nada.


Mas, aos sábados à noite,
Acordam bem assustados.
Solta-se o fogo na praia,
Com desenhos encantados.


Rápidos os pardalitos
Já voam em debandada.
Brincadeira ruidosa,
Que espanta a passarada.

Maria da Fonseca


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Apelo ao Menino Jesus




O Natal da minha infância,
O Natal do meu Menino,
Tão frágil, tão pequenino,
Santo Deus, a que distância!

 


E venceste e resististe
Como Filho que és do Pai!
Senhor Deus, acompanhai
Este mundo em que investiste.


Criador do Universo,
Da Eternidade sem fim,
Mandaste teu Filho afim
Pra excluir o controverso.


Nem mais lutas, nem mais guerra,
Nem palavras que magoem,
As gentes que se perdoem
E haja Paz em toda a Terra.


Sermos todos sempre unidos,
Nos amarmos como irmãos,
Filhos do Pai e cristãos
Solidários, destemidos.


O Nosso Jesus Menino,
Ano após ano a nascer,
Venha o mundo proteger
Pra todo o sempre, Divino.

Maria da Fonseca

domingo, 22 de janeiro de 2012

Lindos Dias de Janeiro





Os dias que maravilha!
Lindo o Sol no céu azul.
Tão pura e límpida a luz
Destes países ao Sul!


Despida das suas folhas,
Vive além a ameixieira.
E no ramo o melro pia
Pela sua companheira.


Vejo assim, com nitidez,
Seu esforço prà chamar.
Junta ao seu forte piado,
Suas penas a agitar.


- Não tem chovido em Janeiro, –
Clamam os agricultores.
Dizem ser ano de seca.
O Sol nimba as minhas flores.


E, mesmo em frente de mim,
Com toda a vivacidade
Dois pombos apaixonados
Fazem amor, de verdade.


O Inverno continua
Com este encanto sem par.
Só me custa e fico triste,
Quando o Sol se vai deitar.


Com a noite chega o frio.
À nossa respiração,
Na falta da fotossíntese,
Soma a da arborização...


É a hora do repouso
Pra todas as criaturas.
Faça Sol ou faça chuva,
Novo dia traz ternuras.


Os pardalitos alegres,
Quando espreito à janela,
Já brincam de ramo em ramo,
Na manhã húmida e bela.

Maria da Fonseca