sábado, 26 de janeiro de 2013

Em Busca da Felicidade

 
 
 
 


 

" Um sonho louco é este nosso mundo"
Onde queremos viver e sonhar.
Felicidade é algo mais profundo
Que na vida sonhamos alcançar.


 
O espírito procura vagabundo,
Busca ansioso tudo divisar
Do alto pico até ao vale fundo,
Como chama viva em pedra de altar.

 
 
Mas se o mistério está na nossa vida,
A insistente procura será vã
Como ao vento suster folha caída,
Como evitar que nasça o amanhã.

 
 
E a F'licidade só s'rá atingida
Na convicção da nossa Fé Cristã.
 
Maria da Fonseca

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Vendaval - Dueto Arlete Piedade/Maria da Fonseca

Vendaval
Dueto Maria da Fonseca/Arlete Piedade
 
Maria da Fonseca

Quisemos ficar em casa
Por causa do vendaval,
Pois o vento até uivava
Pela fresta do umbral.

Sucediam-se as rajadas,
Bátegas em confusão.
Bailavam até as árvores,
Desordem em profusão.

A relva mal aparada
Ondulava ao sabor
De cada lufada de ar,
Que investia com vigor.

A chuva desgovernada
Em toda a parte batia.
Previam mesmo pior
Lá para o final do dia.

Tanto choveu, meus Amores
Na tarde triste e cinzenta!
E na hora de voltarem,
Mor cuidado me atormenta.

Saber se chegastes bem
À casa que é vosso lar,
Não tenha a chuva afectado
A família ao regressar.

Maria da Fonseca

Vendaval

Arlete Piedade

Eu fiquei na minha casa,
todo o final de semana;
pra ver se o vento passa,
juntinho de quem me ama!

Estava preocupada,
sem saber da mãe idosa;
só na aldeia, mas amada
na sua casa, ditosa!

Telefonei p'ra o Canal,
p'ra saber a situação:
Estava quase normal,
apesar da confusão!

A mãezinha estava bem,
aquecida á lareira; 
mas os meus filhos também,
tão longe da minha beira...

Foi medonho, o temporal,
carros, casas destruídas,
prejuízos sem igual,
complicando nossas vidas!

A natureza é assim,
na sua fúria de Inverno.
Somos bonecos, enfim...
neste jogo que é eterno!

Oremos ao Criador,
nos ajude a superar...
com o seu imenso amor,
que nos deu, pra partilhar!

Arlete Piedade
 


Vendaval


 Eu fiquei na minha casa,
todo o final de semana;
para ver se o vento passa,
juntinho de quem me ama!

Estava preocupada,
sem saber da mãe idosa;
só na aldeia, mas amada
na sua casa, ditosa!

Telefonei pra o Canal,
pra saber a situação:
Estava quase normal,
apesar da confusão!

A mãezinha estava bem,
aquecida á lareira;
mas os meus filhos também,
tão longe da minha beira...

Foi medonho, o temporal,
carros, casas destruídas,
prejuízos sem igual,
complicando nossas vidas!

A natureza é assim,
na sua fúria de Inverno.
Somos bonecos, enfim...
neste jogo que é eterno!

Oremos ao Criador,
nos ajude a superar...
com o seu imenso amor,
que nos deu, pra partilhar!


 
Arlete Piedade
 
 
 
 
 
 
Vendaval
 
 
Quisemos ficar em casa
Por causa do vendaval,
Pois o vento até uivava
Pela fresta do umbral.

Sucediam-se as rajadas,
Bátegas em confusão.
Bailavam até as árvores,
Desordem em profusão.

A relva mal aparada
Ondulava ao sabor
De cada lufada de ar,
Que investia com vigor.

A chuva desgovernada
Em toda a parte batia.
Previam mesmo pior
Lá para o final do dia.

Tanto choveu, meus Amores
Na tarde triste e cinzenta!
E na hora de voltarem,
Mor cuidado me atormenta.

Saber se chegastes bem
À casa que é vosso lar,
Não tenha a chuva afectado
A família ao regressar.

Maria da Fonseca


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A Minha Rua

Ver álbum
 
 
Eu vivo na minha rua
Entre jardins que me encantam.
Aqui moramos, faz anos,
Onde sempre os melros cantam.
 
Ora nos viu apressados
Pra ganharmos nosso pão.
Ou co’as meninas ao lado,
Muito amor no coração.
 
E quando as filhas casaram,
Noivas de branco vestidas,
Enfeitou-se a minha rua
De rosas e margaridas.
 
Agora vê-nos mais velhos.
Nossos netos pequeninos
Recordam-nos primaveras
Co’os brinquedos de meninos.
 
Todas as ‘stações do ano
São porém o meu enlevo.
Árvores e lindas flores
Inspiram tudo o que escrevo.
 
Maria da Fonseca
 


 
 

 

 

 
 
 
 
 


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Denise Severgnini nos Deixou

 
Texto cedido pela escritora Arlete Piedade 
 
Denise Severgnini nos deixou
Faleceu no dia 8 de Janeiro de 2013, aos 53 anos, a poetisa brasileira, Denise Severgnini, devido a paragem cardio-respiratória, deixando a poesia lusófona mais pobre e centenas de poetas e amigos, chocados e chorosos, desdobrando-se em poemas, mensagens e homenagens á querida amiga das letras.
Professora querida e amada, amiga dedicada, esposa amante, encontrava na poesia e na prosa, a sua forma de expressão preferida, fazendo da escrita a sua forma de comunicar emoções e sentimentos. Escrevia em quase todos os estilos, desde a literatura infantil, diversas formas de poema, até ao erótico, sendo brilhante em todos.
Foi uma das primeiras colaboradoras do Jornal Raizonline, mas em vários sites da Internet deixou a sua poesia, com particular destaque para o Recanto das Letras, onde neste momento em que escrevo, conto com 918.849 leituras e audições das suas poesias, entre textos, e-books e poemas gravados, no total de 11.672 obras. Também no Facebook e noutras redes sociais, deixou a sua marca com poemas lindissimos e emotivos, e o aroma da sua amizade.
Vivia no sul do Brasil, no estado do Rio Grande do Sul, em Lomba Grande, perto da cidade de Nova Hamburgo, na companhia do seu marido Márcio, numa casa linda em materiais naturais como a madeira, em ambiente rural, rodeada de um jardim de rosas e outras flores, e na companhia das suas duas gatas de olhos azuis como os dela, por quem era apaixonada.
 
 



 


Biografia de Denise de Souza Severgnini
Denise de Souza Severgnini é bióloga, licenciada em Ciências pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), especialista em Matemática, Artes Visuais e Educação Ambiental.
É professora do Ensino Fundamental nas disciplinas de Ciências, Matemática, Artes, Ensino Religioso e Inglês. É poetisa e arrisca-se na pintura (óleo sobre tela).
É membro participante de grupos de poesia e literatura em sites da Internet. Tem textos publicados em vários sites, entre eles Recanto das Letras, Jornal Raiz Online, Poetas e Escritores do Amor e da Paz e Poesia Retrô.
É participante de diversos e-books e antologias: Cacos do Luar (1983), Fresta na Janela (1983),Antologia Escritores brasileiros e Autores de Língua Portuguesa (2006),Aquarela (ALVALES, 2008), Tendências Literárias (ALVALES, 2009),ALVALES em Murmúrios (2010) e Caminhos Literários (2010).
 
É livre pensadora, pacifista, 53 anos, casada com Marcio Prass, natural de Porto Alegre, residindo em Lomba Grande. Nova Hamburgo/RS.
 
Sites particulares: http://denisesevergnini.recantodsletras.com.br/
*ANIVERSÁRIO: DIA 19 DE MARÇO,DIA DE SÃO JOSÉ

BIOGRAFIA POÉTICA

Nasci menina, sapeca desde pequena
Numa cidade, época serena, Porto Alegre
Numa manhã de março, aos dezanove do mês
Ao meu pai, causei embaraço,ele esperava menino
Enganei o destino, guria e poetisa, eu nasci
Nos pagos do meu Rio Grande, cresci, estudei
Já mocinha, na UFRGS, em Biologia, eu me formei
Hoje, com muito orgulho, professora, eu sou
E desempenho, com amor, a profissão, que Deus
Felizmente, me presenteou
Nas encruzilhadas da vida, encontrei o amor
Na figura de alguém que amigo sempre foi
Meu querido,marido Márcio,companheiro
Para seja lá o que for
Pouco mais tenho a dizer
A paixão dos meus dias é poesias escrever

Denise Severgnini - POENISE**

Lomba Grande/Novo Hamburgo/RS/BR


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** POENISE = POEMAS + DENISE

Poemas

AMOR BONITO

É um querer constante, desenfreado...
Não está à venda, nem em liquidação.
Só o sente quem tem um bom coração!

Tem amor de corpo, que envolve sexo.
Todavia, há um amor mais complexo,
Amor de alma, parecendo sem nexo.

Amor que no peito, terno, palpita!
Amor que reside em criatura aflita
Amor que nasce da palavra escrita!
Amor que em poesia sempre habita!

Há beijos de doces letras entrelaçadas,
Num sem fim de abençoada felicidade...
É impossível esconder qualquer verdade
O poeta confessa, com autêntica alegria:
_ Eu não posso negar que te amo, poesia!

Denise Severgnini


EU ME AMO!


Sublimo teu querer inconstante
O que pronuncias e não praticas.

Tentar entender o teu rompante?
Relutante, dou às costas as atitudes ariscas...

Aquém do que posso por ti sentir, eu me amo!

Do que tu prometes, em versos deslizantes,
Sucesso? Não mais espero, nem por ti, eu clamo...
Antevisto há muito, está o fim de nós como amantes...
Denise Severgnini
 



 
AMOR NA MADRUGADA
Nas sombras da madrugada aveludada,
A lua ilumina firmamento dos namorados!
Esparge-se na atmosfera calma, perfumada
A profundeza de bel-prazeres apaixonados!

Canta ela, maviosa voz, sons emocionados,
Composição do amor na sedutora alvorada.
Nas sombras da madrugada aveludada,
A lua ilumina firmamento dos namorados!

Penumbra encobre, de dois seres, paixão alada
Nas asas do vento, depois da posse, saturados
Repousa, abraçados, na saciedade desejada.
Vôos fremidos,anseios acesos e recomeçados,
Nas sombras da madrugada aveludada...

Denise de Souza Severgnini


AMOR COLORIDO

Azul verdeleja o amarelo!
Amarelo laranjeia o vermelho!
Vermelho arroxeia o azul!
Entre cores, tons, sobre tons
Nuanças, matizes, infinitas pactos...
Brincavam... Monet, Dali, Picasso, Van Gogh,
E muitos outros mais...

Quem disse que opostos não se atraem?
Combinam-se no amor... Infinitamente!

Denise de Souza Severgnini

NO NATAL

Ama e faça do amor a razão do viver.
Bendize e abençoe teu filho.
Canta e deixa alegria prevalecer.
Dedica-te aquele que percorre teu trilho.
Edifica teu lar nos preceitos da verdade.
Fala a palavra certa, a que consola.
Guarda teu labor, trabalha com seriedade.
Hesita antes de prender outrem em gaiola.
Imita os exemplos de humildade.
Joga os dissabores ao vento.
Limpa tua alma de toda tristeza.
Mede a qualidade de teu pensamento.
Nega a ti mesmo idéias de avareza
Oportuniza aos amigos tua companhia.
Pede ao Pai, mas também agradeça.
Questiona as leis da Minoria.
Rompe o lacre que te amordaça.
Sorri, pois teu sorriso é luz.
Transpassa as pedras do caminho.
Ultrapassa o limite que te conduz.
Valoriza teu amigo, dá-lhe carinho.
Xinga, mas também peça perdão.
Zela pela paz no mundo e em teu coração.

Denise Severgnini
Vai em paz querida poetisa, agora o céu fica mais azul com a cor dos teus olhos fundindo-se no firmamento e os anjos irão aprender novas melodias, com a tua mágica poesia!
Arlete Piedade


 
 
 
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Foi assim 2012...

 
 



Chorar o ano passado
Não parece solução.
Dizer que foi tudo errado
Não nos dá consolação.
 
Como outros teve falhas,
Foi talvez um dos piores
Ao perder certas batalhas
Buscando dias melhores.
 
Mas 'inda houve muito amor
Com o Sol da primavera,
Casamentos com 'splendor,
Batismo em lista de espera.
 
Férias houve à beira-mar
E viagens ao estrangeiro,
Concertos para animar
Jovens 'inda sem dinheiro.
 
Logo mais terminará,
Para alguns bem desgostoso.
Dois mil e treze virá
Mais alegre, esp'rançoso.
 
Saúde, paz, alegria,
E sobretudo amor,
Fraternidade, harmonia,
Nós pedimos, meu Senhor!
 
Maria da Fonseca


quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

C'était Nöel à Bruxelles

 
 
 

 
 
 

C’était Nöel à Bruxelles.
La Grand’Place illuminée
Ressemblait comme un rêve
Que j’ai vécu enchantée.
 
J’ai ramené le gros manteau
Entrant dans la belle Place.
L’Histoire, les palais
En magnifique tracé.
 
La Lune était rayonnante
Dans le ciel étoilé
Où les tours se revisaient
En des jolis dessinés.
 
À un des côtés, bien voyant,
Était un sapin du nord,
Des brillantes boules bleues
Y ont fait leur beau décor.
 
Mais, le précieux Étable
De artistiques figures
A ému mon coeur dévot
“Gloire à Dieu,
Au plus haut des cieux”.
 
Maria da Fonseca


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Endireitai o Caminho do Senhor

 
 
 
 


Endireitai o caminho!
Vales sejam alteados
E os montes aplanados
A preparar o caminho.

 
O caminho do Senhor
Com devoção percorrer,
Para a Salvação viver
Em Cristo com todo o Amor.

 
Voz que clama no deserto,
Palavra de João Baptista
Por Isaías prevista.
Corações que andais tão perto!

 
E Deus enviou Jesus,
Cumpriram-se as profecias,
Nasceu assim o Messias
Co'o fulgor da Sua Luz.

 
O Natal comemoramos
Com ternura pelo Menino,
De Deus, Filho pequenino,
E por isso o adoramos.
 
 
O caminho não é suave,
Não foi pra Ele, nem ninguém.
O caminho é pra Belém,
Meu Jesus o desagrave.
 
Maria da Fonseca