terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Recebidas com Amor

 
 



Belas rosas of'receste
Neste dia tão amado,
Teus pais assim comoveste
Com buquê aprimorado.

Vermelhas e amarelas
Nimbadas p´lo Sol brilhante,
Pequeninas e singelas
Em harmonia elegante.

Nascida do grande amor,
Que nos uniu neste dia,
Deixaste em cada flor
Gratidão e alegria.
 
Memórias quase perdidas
Falam-nos ao coração,
Lindas horas bem vividas
Com momentos de emoção.

Continuamos felizes
Se assim quiser o Senhor.
As rosas e seus matizes
Recebidas com amor.
 
Maria da Fonseca

 
 

 


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

O Inverno a Chegar

 
foto de Maria João Costa
 
 
O Sol brilha finalmente
Neste outono alterado.
E a nortada de repente
Sopra forte do seu lado.

 
As árvores sacudidas
Soltam as últimas folhas
Que caem, aves feridas,
Sobre as primeiras escolhas.

 
Piso um tapete espesso
De várias e incertas cores.
E enquanto ando, arrefeço.
É o vento e seus favores.

 
O casaco, eu aconchego,
Meu cabelo em desalinho,
No ar só desassossego,
Mas eu sigo o meu caminho.

 
O inverno a bater à porta.
As arves quase despidas,
O frio não se suporta,
Nem as chuvas repetidas.

 
Só me conforta a ideia
De que Jesus vai nascer.
Nossa casa vai estar cheia
E a Sua Luz, a aquecer!
 
Maria da Fonseca

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Fauna & Flora, da matéria das estrelas Livro de Ilona Bastos

 
 
 
"Fauna & Flora" reúne crónicas, contos, prosa poética e poesia inspirados na surpresa, emoção e deleite que nos suscitam os animais e as plantas presentes no nosso quotidiano predominantemente citadino: as sementes que subitamente germinam num canteiro, as flores que perfumam a avenida, as árvores dançantes ao vento, os jardins, os melros, o cão, o gato, a lagartixa, os besouros que entram, voando, pela cozinha adentro. Enfim, a Natureza que emoldura os nossos dias.
 
Poderíamos pensar que a vivência nesta selva de betão invadida pela tecnologia nos afastaria da Natureza. Mas isso não corresponde à realidade. Não só a Natureza encontra meios de se afirmar, como a sensibilidade humana procura, desvenda, acarinha todos os seus sinais de vida, e neles se aninha como sua parte integrante.
 
As nossas emoções, pensamentos e devaneios encontram raiz e expressão na Natureza, sempre presente.
 
 
Recomendo a leitura deste livro que me encantou.
Um abraço à querida autora que muito admiro.
 
 

Maria da Fonseca 
 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Lua Brilhante


 
 
A Lua cheia aparece
Por detrás do prédio em frente,
Bela, redonda acontece,
Brilhando que nem presente.

 
A seguir sobe no azul,
Tornando-se mais pequena,
E inflete para o sul,
Prateada e serena.
 
 
Mas, se mudo de janela,
Vejo-a noutra posição,
Nem desvio os olhos dela,
Como irradia atração!
 
 
Do lado sul do meu lar
Posso sempre vigiá-la,
Rever assim seu luar,
Com desvelo acompanhá-la.
 

Porque és tão encantadora?!
Eu sinto tanta magia,
Que vou lesta, trovadora,
Admirar-te no outro dia!
 
Maria da Fonseca


domingo, 26 de outubro de 2014

Matizes Outonais

 
 
foto de Maria João Costa
 
 
O outono em seu 'splendor
No viço do meu jardim,
A chuva é uma constante
E prós melros um festim.
 
Podem crer os meus amigos,
Após a relva aparada,
Surgiram tufos de folhas
De haste curta, delicada.
      
As folhas têm ainda
Um formato especial,
Tal como verdes boninas
Ao estilo de área floral.
 
Donde vieram, não sei,
O vento, bem caprichoso,
Trouxe decerto as sementes
Que cobiçou, ansioso.
 
Este tão lindo tapete
De um verde deslumbrante
Faz parte dum basto prado,
Desta casa, circundante.
 
Também as arves me encantam
Nestes dias outonais.
O colorido das folhas,
Matizes especiais!
 
Maria da Fonseca


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Rosas Efémeras

 

Que belas rosas trouxeste
Na quinta-feira passada,
Coloquei-as tal mas deste
Em jarra bem preparada.
 
Uma aberta, encantadora,
De pétalas cor de rosa,
Outra em botão, sedutora,
De postura graciosa.
 
Uma lindeza ficaram
No "sideboard" da sala,
Mas tão depressa murcharam,
A minha voz não se cala.
 
Tratei-as com todo o amor,
O que estava acontecendo?
Perderam o seu frescor
E foram esmaecendo.
 
Nem uma pétala só
Mudara de posição,
E eu senti tanto dó
A despertar emoção...
 
Como o botão não aberto
Que curvara magoado,
Ficou a bater incerto,
Meu coração contristado!
 
Maria da Fonseca

sábado, 11 de outubro de 2014

Os Pirilampos

 
 




As estrelas estão no céu,
Eu sinto-me arrefecer.
O clima é de primavera,
Vai longe o entardecer.

 
O meu marido adorado
Iluminou a janela.
Atravessei o jardim
Em harmonia singela.
 
 
Mas, sobre a relva escura
Noto algo diferente,
Belos salpicos de luz
Dum verde fosforescente.
 
 
-Só podem ser pirilampos!
E procuro, admirada,
Os insetos pequeninos
Desta noite encantada.

 
Porém só luzinhas verdes
Aparecem à distância,
Como pedacinhos de astros,
Dispersos com elegância.
 
 
Chego a casa satisfeita
Com a imagem que vi,
E agradeço ao meu Bom Deus
A magia que senti.
 
Maria da Fonseca