sábado, 17 de junho de 2017

As Cores da Primavera



 
'Stá um dia radioso,
O céu azul, o Sol brilha.
Sábado com meu esposo
A natureza partilha.
 
As arves iluminadas
Embelezam no momento,
Fartas as suas ramadas
Jogam ao sabor do vento.
 
'Stá presente a primavera,
Orquídeas e outras flores
Perfumam a atmosfera
E agradam com suas cores.
 
Na jarra são cor de rosa
E amarelas, raiadas,
Com beijinhos de amorosa
Mãe, lindamente enlaçadas.
 
Os antúrios 'stão brilhantes,
Novos, lindos e rosados,
Violetas em cambiantes
Enfeitam todos os lados.
 
Mais ao longe as nespereiras
Fazem jus à criação,
A dar fruto são primeiras
Animando o coração.
 
E as aves louvam também
Com seu mavioso canto,
Alegram quem vem por bem,
A completar este encanto!
 
Maria da Fonseca

domingo, 4 de junho de 2017

https://www.amazon.com/Poesia-Natureza-Momentos-Harmonia-Portuguese/dp/154525317X/ref=sr_1_1?s=books&ie=UTF8&qid=1496595491&sr=1-1&keywords=maria+da+fonseca+poesia+da+natureza
 
 
 Poesia da Natureza - Momentos de Harmonia
 
"Momentos de Harmonia", primeiro de dois volumes subordinados ao tema “Poesia da Natureza”, reúne textos de uma sensibilidade tocante, em que a descrição da Natureza nas suas quatro estações surge imbuída de fé, esperança e amor pela humanidade e toda a criação. Sendo uma poesia aparentemente simples, nela encontramos um grande rigor métrico e vocabular, e uma profundidade que não macula, porém, a luminosidade do estilo nem a beleza serena das imagens.
Este livro, de Maria da Fonseca, constitui um verdadeiro lenitivo para a alma, tão valioso nos atribulados dias que vivemos.
 
Ilona Bastos

sábado, 6 de maio de 2017

Voltou a Primavera




     

Mais um sábado feliz
Subo a escada devagar,
Cor-de-rosa as sardinheiras
Atraem o meu olhar.

E ainda as há vermelhas
No canteiro mais atrás.
Cheia de florzinhas brancas
A relva também me apraz.

As formigas no carreiro
A transportar seu sustento
Mais pesado do que elas,
Bagos, palhas, alimento!

Piso os degraus com cuidado
Para não as magoar.
Ouço os passarinhos perto,
Não se cansam de cantar.

Lá no topo cada melro
Corre quando me pressente.
Amena a temperatura
Suaviza o ambiente.
 
Maria da Fonseca